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Para viver um cotidiano distante como se cidadão local fosse

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Desde que assumi minha segunda vida, mas colocando os óculos ao invés de tirar como Clark Kent a fim de poder usar o poder da leitura, tenho insistido em dois pontos: sempre é possível ler e se conhece melhor um lugar através da literatura. Aí eis que o a 63ª Feira do Livro de Porto Alegre atende o que venho jogando ao universo e traz como tema "Tempo para ler, todo mundo tem". Esse mote fica super possível se você se apega a um livro de contos. Foi assim, em meio a um período totalmente sem tempo para respirar, que comecei a ler Contos Holandeses e, para quem estava afogada na rotina, consegui ainda fazer uma baita viagem.
Experiência de leitura: Desde que vi uma postagem sobre o livro no blog Desanuviamentos, da Nine Copetti (@ninecopetti e ninecopetti.com. Se recomendo esses perfis? Ôooo meus amigos se recomendo!Mudou minha relação com as cidades), fiquei curiosa para ler principalmente pela constatação de que havia um tradutor brasileiro de holandês! A experiência mais p…

Para iniciar a 63ª Feira do Livro de Porto Alegre com o pé direito

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Junto com novembro chegou o evento que considero o mais porto-alegrense de todos. Do dia 1º a 19 de novembro ocorre a 63ª Feira do Livro de Porto Alegre, que está com uma programação que permitirá viver a cidade por meio de diversas narrativas. E para quem estará na cidade no feriado de finados, uma boa pedida é se conectar com a cidade através do livro "Senhor Gelado e Outras Histórias", do jornalista e escritor gaúcho Igor Natusch, que estará com caneta a postos a partir das 17h30min para dedicatórias. Basta procurar por alguém com uma camisa do Iron Maden mas com olhar bondoso, que faria você se questionar se ele não deveria estar com camiseta da Banda Mais Bonita da Cidade. O livro foi publicada pela Editora Zouk, que nos permite conhecer obras que vão além da lógica mercadológica que vemos hoje. Uma bela edição com ilustração do irmão do autor, Gunter Natusch.
Experiência de leitura: Livros de contos ou crônicas dão ótimas pistas de como conhecer uma cidade. Afinal, via…

Stranger things sobre dois livros: por que não ouvimos falar deles?

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Há leitores para todos os gêneros, e para aqueles apaixonados por suspense e terror o mês de outubro é "O" mês. Não é da nossa cultura o Halloween, mas é o feriado que melhor abarca a turma do obscuro em todo o mundo e eu particularmente adoro! Mas não foi o 31 de outubro a data mais aguardada desse ano, e sim o dia 27, quando estreou a segunda temporada de Stranger Things, seriado que reúne a geração que viveu e a que gostaria de ter vivido a década de 80 com todas as grandes mudanças que ela abarcou. Terminada a maratona ontem (sim, leitores e seriados-killer também são esportistas, mas do cérebro), fiquei pensando na minha deadline (prazo final no jargão jornalístico) para o último post de outubro. E foi então que "stranger things" me surgiram em torno de dois livros.
"Vamos por partes" O ESTRIPADOR, Jack.
Mistério 1 - REDRUM (ou Por que mataram a continuação de O Iluminado)
Afinal, se o livro "O Iluminado" consagrou Stephen King como o autor …

De frente com Gabi: você não lê literatura POR QUÊ?

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Por convenção, domingo à noite é o momento de refletir sobre os compromissos da semana, mesmo quando estamos de férias, afinal, sempre há alguma pendência a se resolver em um estabelecimento que não abre no dia do ócio. E a minha semana me trouxe inquietações que levaram a essa reflexão de fim dominical: como ajudar amigos que dizem "queria muito ler como tu, mas não tenho tempo/não consigo/não gosto"? E após dois meses de blog e de pós-graduação justamente em formação do leitor (e sim, estou devendo um post sobre a pós e ele sairá nessa semana) compartilho algumas reflexões para esses obstáculos à leitura de um livro de literatura (lembrando que há outras categorias, como didáticos, técnicos e outros que não são o foco do blog). Então você não lê por que: 1. Não tem tempo. Trabalho, faculdade, escola, filhos, bichos, parentes, amigos, colesterol, supermercado, dá para listar aleatoriamente uma infinidade de ocupações do seu tempo. Porém, para quem me diz que ama ler mas não…

Organização afetiva: perguntem-me como.

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Começou com o dilema de todo morador de litoral: como ter móveis mais resistentes à maresia, essa destruidora de móveis, de rebocos de casa e de cabelos. Junto minha determinação de consumo consciente e o amor pelo artesanato da minha mãe, além, claro, de nenhuma vontade de gastar dinheiro para dentro de casa quando quero viver experiências além do meu quarto, que decidimos fazer nós mesmas um mobiliário que desse conta da minha de pilhas de caixas de livros, DVDs e um cantinho para tagarelar no papel ou no digital.  E é essa experiência que compartilho com vocês aqui no blog.

A escada literária Seguidora assídua de booktubers (pessoas que fizeram do Youtube um mar literário incrível), ficava namorando aquelas estantes e desejando um espaço à altura dos meus livros. Foi quando minha mãe e seu "um dedo" dedicado à tela do celular googleou e achou uma linda escada reaproveitada como estante. Não pensamos duas vezes. Eu com minha zero habilidade manual disse "manda ver&quo…

Para não ficar só com os seus pensamentos

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O país está em crise. O mundo está à beira de uma guerra que pode ser deflagrada ou abortada com 140 caracteres. O passado em si já foi bastante caótico e ainda vivemos uma sombra com quatro números: 1964. Parece que vocês engoliram um mixer e ele foi parar ligado no seu cérebro? Pois é, estou me sentindo assim, e em uma noite do curso "Escritores Gaúchos em Ação" do Festival de Inverno de Porto Alegre (ali por julho) conheci alguém que pega essa realidade maluca que se desenha justamente no auge da crise dos meus 30 anos e coloca em palavras, contos, romances, histórias. Antes de ler qualquer livro, conheci a Moema Vilela falando do seu processo criativo, com os olhos brilhando pelo lançamento de seu terceiro livro, Guernica, batendo a porta, e de repente eu sabia, como acredito que todos ali presentes, que tinha muita sorte de ser contemporânea dela e poder ouvir ela falando de suas obras.


Experiências de leitura: Uma semana depois desse evento fui ao lançamento do livro G…

Para ver a vida como ela é

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O ano é 2015 e a Itália desembarca mais uma vez no Brasil. Não se trata de mais uma novela estilo "Matteo, Giulianna" global ou documentário sobre a chegada de imigrantes italianos no país. Recebemos o cotidiano em Nápoles através de uma escritora que só nos é permitido conhecer pelo seu ofício de escrever. Elena Ferrante, pseudônimo da autora da tetralogia napolitana, que inicia com "A amiga genial" e encerra com "A história da menina perdida", vem imergindo leitores em maratonas de leitura. Porque tal qual o Bis, meus caros, é impossível ler um só.
Experiência de leitura: eu, muito feliz e serelepe por ser apaixonada pela Itália, tive conhecimento da tetralogia apenas em 2016, e logo comprei todos os livros. Pelo menos era o que eu pensava. Acompanhei em 15 dias em torno de 700 páginas falando sobre duas crianças, depois duas adolescentes e até então duas adultas. Não havia lido nada sobre os livros, nenhuma resenha, apenas me interessei por se passar n…